A História do Artur e do Heitor

A nossa história é tão longa, que nem sei por onde começar…

Sou a Raquel a mãe de um menino de 7 anos e mãe de gémeos prematuros de dois anos. 

Descobri que estava grávida  às 7 semanas e às 9 semanas fui fazer a eco para ver se estava tudo a correr dentro da normalidade. Quando o obstetra, que me já tinha seguido na primeira gravidez, e feito o parto me perguntou se estava preparada para a notícia. Foi então, sozinha, dentro do consultório que fiquei a saber da gravidez gemelar. (Claro que fiquei em choque). O pai estava em viagem nunca na vida, estava à espera de uma notícia destas. Não filtrei mais nenhuma informação naquele dia além de serem dois. Mas depressa me mentalizei…

Às 12 semanas fui fazer a eco e fazer os rastreios, onde se deu conta que já havia um bebé maior que outro, o que não era suposto visto que era uma gravidez monocoriónica/diamniótica.

Mas sem grandes alarmismos lá continuei a minha vida normal, continuei a trabalhar.

Continuamos a fazer a vigilância e às 14 semanas tivemos a confirmação de que eram dois meninos.

Às 18 semanas fizermos nova eco e às 22 semanas repetiu-se. Um gémeo sempre maior que outro, mas sem sinal de transfusão feto fetal. A cada eco via a preocupação do médico ecografista e do obstetra. Explicaram me se caso houvesse em alguma altura transfusão feto fetal, que teria que fazer uma operação que não era feita no país. Mas graças a Deus isso nunca se deu…

Foi então que o obstetra que seguia a minha gravidez decidiu encaminhar me para a Mac, para ser seguida pelo Dr. Álvaro Cohen.  Às 24 semanas lá estava eu a ser seguida na Mac, e depois de o Dr. Álvaro me ter feito a eco, explicou-me muito sucintamente: na sua gravidez o que correu mal foi a divisão da célula, devia ter-se dividido 50/50% e dividiu-se 30%/70%. Portanto, vai haver sempre um bebé maior que outro e nestes casos as gravidezes não vão além das 30, 31 semanas 32 no máximo dos máximos. 

Foi aí que fiquei com toda a certeza que a prematuridade, que consegui evitar a todo o custo na minha primeira gravidez, iria fazer parte da minha história. A partir daí todas as semanas estava na Mac, para fazer a eco para ver o desenvolvimento dos bebés. Umas semanas cresciam bem, outras nem por isso, havendo também uma artéria umbilical que não estava a funcionar da melhor forma, fez com que os fluxos do gémeo 2 ficassem alterados e o gémeo 1 entrasse em restrição de crescimento. Mas, para além disso, na última semana antes de ficar internada, as médicas que me tinham observado descobriram que tinha uma vasa prévia. Alertaram-me logo, mas sem grande. alarmismo. Se sentisse contrações, teria que ir de imediato para a maternidade. E se houvesse alguma complicação para não deixar fazer toque nem eco vaginal.

Às 30 semanas fiquei internada, o que eu já estava à espera, pois todas as vezes que ia a Lisboa fazer a eco levava o kit sos, escova e pasta dos dentes, cuecas e pijama. 

Estou a esquecer-me de contar que o pai dos bebés até às 25 semanas estava ausente do país. Apesar de saber tudo ao pormenor da gravidez e ser o meu grande apoio, estava longe. O facto de saber que as coisas estavam a ser complicadas e que havia mais um pequenito, fez com que todos os seus projetos profissionais fossem atirados para trás das costas e viesse a voar para mais perto de nós.

Estive então uma semana de internada, nessa semana foram feitas ecos todos os dias, e dada as injeções para a maturação dos pulmões dos bebés e sei que só fim de quatro dias de internamento todos os médicos de serviço me disseram assim: sabe que a sua cesariana está para breve, não sabe?! Eu respondia que sim, mas não sabia se o breve eram horas, se dias…

Chegou-se à terça-feira e depois da ecografia feita e de uma discussão entre médicas de como iriam abrir a barriga, se de forma vertical se horizontal, pois um estava cefálico, e outro pélvico e os centímetros que não podiam falhar. Foi quando fiz um ar de assustada e uma das obstetras me dá uma “belinha” e diz: não se preocupe, vai correr tudo bem. Foi então dada a notícia que se houvesse incubadoras disponíveis no dia seguinte eles nasciam. 

Valeu-me então a família de coração que criamos naquela semana, naquele quarto 120 da Mac. Que até hoje mantemos contacto e bem me parece que é para o resto das nossas vidas.

Chegou-se então o tão esperado dia..Depois de preparada fui para o bloco. Onde estavam duas equipas á nossa espera. A epidural desta vez foi difícil de dar, contei até 5 as vezes que fui picada, daí para a frente deixei de contar. Depois de estar deitada na marquesa e sem sentir o corpo da cintura para baixo, é que me deu o verdadeiro medo. Até que fechei os olhos, mas houve uma voz que me chamou e eu tive que olhar, era a Dra. a perguntar se estava com medo, mas fez sinal com a mão. E eu só abanei a cabeça a confirmar e ela disse só para confiar. E eu confiei. Então às 10:39 nascia o Artur com 1,540grs e às 10:43 0 Heitor com 1kg. Ouvi os dois chorar e vi os dois, o Artur ainda foi encostado à minha cara, mas o Heitor por ser tão pequenino, foi logo para dentro do saco…

Depois disto tudo, lembro-me de me irem começar a coser e andarem a contar as compressas e de dizerem que tinham que fazer uma costura linda para poder usar Triquini. E também me lembro de haver uma discussão entre as médicas à conta da placenta. Sei que olhei para o enfermeiro, ele olhou para mim e arregalou os olhos como quem diz: que interessa isso agora, correu tudo bem!

Fui então levada para o recobro, ia cheia de urticária, efeito secundário que já tinha experimentado no meu primeiro parto. Tinha um comichão horrível no queixo, sei que queria dormir um bocadinho, mas era impossível com aquela comichão todo. Fui a primeira a chegar ao quarto do recobro e quando estava a começar a dormitar oiço os enfermeiros assim: depressa, depressa, o bebé é muito pequenino, vá mãe faça força… Ouvi também a mãe fazer força e chorar, chorar muito, parecia me estar em estado de choque… 

O que mais tarde se confirmou, a mãe do bebé que nascera ali naquele instante, era a Lili que estava comigo no meu quarto, no quarto 120. O bebé dela tinha 26 semanas e ainda nem tinha nome.

Depois de ouvir um nascimento assim à pressa, e de me estar a tentar conseguir concentrar, para tentar dormir um pouco, eis quem chega ao pé de mim… O meu marido, no dia anterior tinha lhe contado que a cesariana era para as 9h e ele ainda não se encontrava em Portugal, mas só sei que na altura certa ele estava lá… Estava lá ao meu lado, e estava lá para ver os meninos, ele lá dentro e a minha comadre lá fora (a minha querida amiga de infância, que nunca deixou que pensasse que algo iria correr mal) foi ele que os fotografou no primeiro instante. 

Sei que ele queria estar ali perto de mim, mas eu queria mesmo era estar sozinha… Sozinha nos meus pensamentos, sozinha nas minhas meditações e agradecimentos.

Sei que às 18h pedi a uma enfermeira para me levantar e ir ver os meus bebés. Pediu-me para aguardar, que ainda era cedo, tinha que jantar primeiro e depois tomar banho. Assim o fiz depois de jantar, tomar banho… Lá me levaram de cadeira de rodas até à neonatologia, para ver bem de perto os meus bebés. Confesso que o cenário foi assustador, mais assustador que no dia anterior com os filhos dos outros. Olhei para os meus bebés, vi-os tão pequeninos, tão frágeis e cheios de fios, fiquei tão impressionada, tão mal disposta, com tantos nervos que acabei por me vomitar. Voltei ao quarto e pelo caminho encontrei as amigas do quarto falei com elas, mas foi muito apressada, porque estava mesmo convencida indisposta. Eu tive quatro dias de  internamento depois da cesariana. Sei que a Dra Isabel no dia que me foi visitar para me dar alta, também me deu os parabéns, que além de eu me ter portado muito bem, a minha cesariana até à data tinha sido a mais difícil e a mais estudada do ano 2018. Não foi à toa que foi feita pela equipa sénior da Mac.

Além de me sentir orgulhosa do trabalho delas, também me senti satisfeita, pois nunca me transmitiram de insegurança, nem deixaram passar a gravidade da situação. Apesar de eu sentir que havia ali qualquer coisa que não estava a 100%. Tive alta a um domingo e rumei a casa, de braços vazios…E os bebés lá iam lutando á maneira deles…Na segunda feira fomos tratar dos assuntos com baixas, segurança social, Finanças e centro de saúde. Liguei para a neonatologia quando me disseram que tinham ido para os cuidados intermédios, estava tudo bem apenas tinham saído dos cuidados intensivos. Tiveram ventilados por cpap durante os primeiros dias, e nas luzes. O Heitor ao final do 2o dia começou a ser alimentado com leite materno através da sonda, o Artur ao final do 3o dia. A nível respiratório o Artur era um pouco mais trapalhão e esteve mais tempo nas luzes. Veio então a descobrir se que aquela atrapalhação toda era porque a ventilação estava mal feita e tinha o tubo em cima do tórax, o que dificultava o processo de respiração. Depois de retificado, a evolução tornou se favorável, passado com o irmão também para os cuidados intermédios. Tudo estava a correr dentro do que era esperado, até que no 8 dia de vida o Artur começa a ficar choroso e com febre, foram feitas várias análises e tinha o joelho muito inchado, nesse dia saí da neo com o coração nas mãos. Não conseguia deixar de pensar naquele cenário, no dia seguinte, a médica veio falar comigo que tinha o valor das análises muito alertados e que não estava a gostar nada daquilo, o Heitor também tinha, mas não era tanto. então o Artur iria  ter que fazer o antibiótico durante 4 semanas. Não vi melhoras do meu menino e para manipula o teria de ser de avental e luvas. 

E pronto o pior aconteceu nessa madrugada, o Artur foi transferido para o hospital dona Estefânia muito doente. Diagnósticado com sepsis tardia por msra. Só soube da sua transferência para o hospital d. Estefânia nesse dia de manhã quando estava a caminho de Lisboa. O Heitor entretanto também lhe tinha sido diagnosticada uma infecção, mas com agente isolado, tomou antibiótico durante 10 dias, as culturas deram negativas e por lá continuou a sua jornada, até ter autonomia alimentar e ganhar peso. Sempre na Mac. Nesse dia quando cheguei a Lisboa fui diretamente para a Mac, para falar com a médica que o tinha transferido para saber realmente as causas da infecção e do seu estado de saúde e também para saber a quem me dirigir quando chegasse ao hospital. Pouco me adiantaram, disseram me que estava com uma infecção generalizada e que se estava a evidenciar no joelho direito. Como o serviço de ortopedia e as máquinas para poderem avaliar o seu estado de saúde estava na Estefânia, foi para lá que o transferiram. Valeu-me a minha colega( amiga Cláudia) de quarto depois de ter tido os bebés, que me levou de carro até à Estefânia, pois não sabia o caminho nem onde ficava. Sou eternamente grata a esta miúda, que mesmo assim, com os problemas dela, do estado da menina dela nunca me deixou de apoiar, e de me dar alento para que a dias menos bons. Assim que cheguei ao hospital dona Estefânia, fui ao encontro do meu Artur e do doutor Daniel, quem me disseram para procurar.

Um médico super humano, que relativiza certos problemas e que nos faz acreditar num amanhã melhor, tal como a Dra Ana Pita. Nunca nos esconderam a gravidade das coisas, mas também nunca nos tiraram a esperança e nunca deixaram de acreditar no nosso menino. 

A primeira conversa, foi que o bebé não estava de facto bem, tinham que fazer exames para ter a certeza de onde partia a infecção… Mas no joelho direito, no 2o dedo da mão direita e no segundo dedo do pé direito a infecção era evidente e tinha uma artrite por mrsa. A partir desse dia, nessa semana, não houve boas notícias, todos os dias havia alguma coisa a piorar. Tive que me reajustar nas minhas rotinas, ia de Peniche todos os dias para Lisboa, tinha um filho de quatro anos na altura, no final do mês de julho. E um gémeo internado na Mac e outro a lutar pela vida na Estefânia. E o marido que já tinha retomado o trabalho…Passei a passar uma manhã num lado e a tarde noutro, à noite voltava para casa para junto do mais velho. Que entretanto entrava de férias do infantário. E no outro dia fazia o contrário. Passava a manhã onde tinha passado a tarde do dia anterior. O pai nos primeiros 17 dias de licença, passou os com o mais velho que estava de férias do infantário, vinha sempre a Lisboa, mas mais tarde e trazia o mano. No segundo dia de internamento do Artur na Estefânia, sei que vinha a caminho de Lisboa quando liguei para saber como tinha passado a noite. Disseram me que estava estável, tal não é o meu espanto que quando lá chego, vem uma enfermeira falar comigo e dizer que o meu filho não estava da mesma forma como o tinha deixado, o estado de saúde tinha agravado e ele tinha muitas dores e para conforto dele sedaram-no e ventilaram-no, ou seja estava em coma induzido… 

No dia seguinte teve que fazer transfusão de plasma e plaquetas, e nos quatro dias seguintes também. Num desses dias sei que tinha ido de manhã para ao pé do Artur quando cheguei à Mac, estavam me a ligar, porque precisávamos de assinar um termo de responsabilidade para a dose de antibiótico que lhe iam administrar, ou seja… Ali prevalecia também o fator sorte. Se não morresse com aquela dose, ficava bom. E quis Deus que assim fosse. Estavam a atacar uma meningite meningocócica por mrsa. Entretanto veio a notícia dos abecessos hepáticos, também derivado à bactéria e dois dias mais tarde a notícia da endocardite, a bactéria também se alojou no coração, na válvula mitral, destruindo assim parte da corda tendinosa. A juntar a tudo isto o menos grave, mas que também mexeu connosco, ganhou uma úlcera de compressão na cabeça no lado esquerdo. Foi uma semana horrível para nós. O Dr. Frederico disse me que o Artur estava muito muito muito mal. Nesse dia até houve uma enfermeira que me disse se era uma pessoa de fé, que podia trazer um santinho e meter na encubadora do menino, dentro de uns saquinho próprios para isso esterelizados. Foi então uma semana a receber más notícias. E a ver o quadro clínico a piorar de dia para dia. Mas na segunda semana de internamento na Estefânia começou se a notar pequenas melhoras, tiraram-no do coma, ainda e eu finalmente nessa no final dessa semana dei-lhe o primeiro colinho. Já o mano estava cheio de tanto canguru e colinho… continuamos por mais uma semana nos intensivos e depois passamos para os intermédios. 

O Heitor teve sempre numa evolução constante, sem atribuições, bebia do meu leite através do biberão que era fortificado na Mac. E lá ia ganhando uns gramas diários que era sempre uma vitória. Até que chegou a altura da notícia que o Heitor vinha para casa. A estadia do Artur na Estefânia foi sempre na promessa que assim que ficasse estável iria para ao pé do irmão. Mas houve sempre contratempos, quando havia incubadoras, o Artur não estava nas melhores condições de saúde, quando finalmente estava bem, não havia incubadoras… Na Estefânia já era conhecida por São Tomé, só acreditava quando tal acontecesse, mas o reencontro deles só aconteceu em casa. Só me lembro de ter um misto de emoções, ao saber que o Heitor ia para casa… Sentia me feliz, mas ao mesmo tempo senti-me a pior mãe do mundo… Sentia que ia abandonar o Artur num hospital… Embora com promessas de que estava a ficar bem, mas não conseguia sentir-me de outra forma. Sentia-me mal. 

O primeiro dia do Heitor em casa, foi o primeiro dia do Artur sem visitas, mas foi o único. Todo o resto do seu internamento, consegui ir todos os dias ao pé do meu menino. Mas isto só foi possível, no apoio incondicional que tive da minha mãe, das minhas amigas Lili e Vitória e da minha cunhada. Elas lá se geriam para ficarem a cuidar do Heitor de forma a que eu pudesse estar com o Artur todos os dias. E assim foi até ao último dia de internamento do Artur. Já estava o Heitor em casa há uns dias, quando me ligaram da Estefânia para me informarem que o Artur ia deixar a Ucin e ia passar para a enfermaria. E assim foi, no dia seguinte após eu me ter vindo embora, foi feita a transferência do Artur para a enfermaria.

Não foi uma transferência fácil, ficamos sozinhos num quarto por 2ou três dias e só depois passamos a ter companhia. A nossa estadia na enfermaria de infecciologia tenha terminado, pois o Artur já não tinha catéter, nem sequer já estava a antibiótico. Mas foi na enfermaria que o Artur aprendeu a mamar na maminha da mãe. Que lhe dei o primeiro banho de shantala e que já vestia as suas próprias roupinhas. A enfermeira Filipa ficou me no coração. Ela sabia exatamente o que estava a viver, pois tinha vivenciado o mesmo, mas só com um filho. Chegamos então a santa Marta e lá fomos nós para o quarto de isolamento, falamos com a diretora do serviço, que nos disse que a estadia do Artur, era apenas uns dias, só queriam avaliar a forma de como reagia ao captopril. Não reagiu bem fazia hipotensões, ficou sem terapêutica. Ainda na estadia em santa Marta, fomos passear até à Estefânia para fazermos a ressonância magnética. O Artur esteve internado em santa Marta durante uma semana, que me pareceu uma eternidade… Cada dia que passava, cada vez me custava mais, e estava a perder a energia e as forças para continuar, até que um dia de manhã, assim que vou pôr o mais velho ao infantário, toca o telemóvel. Atendi mesmo em frente ao infantário, era a boa nova que o Artur iria para casa, a final de 74 dias de internamento, para levar as coisas dele para podermos efetuar o transporte.

Chorei tanto, mas tanto de alegria, que nem cabia em mim. Nesse dia tudo pareceu perfeito, o pai tinha chegado de viagem e a Lili ia ficar com o Heitor, e á tarde a tia Maria e o tio Rui iam buscar o Filipe á escolinha. Lá rumamos nós a Lisboa, só á saída de casa é que dissemos á Lili, que se demorássemos mais tempo para não se admirar porque íamos trazer o Artur para casa. Tadinha da minha Lili, chorou tanto de alegria. Depois da medicação passada, da nota de alta dada e de mais de meio do caminho feito, dei a boa nova às colegas da Mac, que entretanto já estavam quase todas em casa comia seus rebentos, dei a notícia à família do quarto 120 e liguei à minha mãe para por mais um prato na mesa para o jantar. Ela coitada ficou sem perceber nada: mais um prato?! Respondeu ela. Eu: sim o Artur vai jantar a casa. Foi então aí que lhe caiu a ficha. E pronto foi assim a nossa história, atribulada, sofrida, mas com o desfecho feliz. Hoje em dia tenho aqui dois rapazinhos pequeninos, mas cheios de energia, desenrascados e muito felizes.

Texto escrito por: Raquel Caetano, mãe do Artur e do Heitor.

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