A História do Duarte

No ano 2018 resolvemos que era o ano em que íamos engravidar. Falei com o meu ginecologista, fiz todos os exames pedidos e estavam todos bem… Já podíamos tentar quando fosse a nossa intenção. Deixei de usar o anel vaginal em Julho, veio a menstruação em Agosto. Quando entrou o mês de setembro e no dia em que era suposto vir a menstruação não veio. Esperei mais uns dias para fazer o teste de gravidez. Dia 11 de setembro tivemos o tão aguardado positivo… Só que tudo mudou apartir do dia 16 de setembro quando comecei hemorragias, fomos ao hospital e dizem nos que é normal que está tudo bem e para descansar. No dia seguinte de manhã já não perdia sangue quando pensei que fosse tudo correr bem, mas no final da tarde vou a casa de banho e voltou a ter hemorragias… Dirigimos novamente para as urgências e quando sou examinada a médica diz me que já não tenho nada, que está tudo limpo… Foi um choque saber que tinha perdido o meu bebé 🥺😢 Como o meu aborto foi espontâneo e o meu corpo limpou sozinho, poderíamos voltar a tentar na próxima menstruação.

Voltamos a tentar engravidar, no mês de novembro e desde aí a tentar até Agosto de 2019 engravidei. Desta vez não esperei pelo atraso menstrual, dia 9 de setembro (dia da grávida) descubro que estou a espera do meu bebé arco-íris. As primeiras semanas foram de medos, ansiedades e receios. Felizmente o primeiro trimestre correu muito bem, com 16s descobrimos que vinha um menino 🌈. Tive uma gravidez bastante tranquila, mas mesmo assim tive que vir para casa quando estava de 21s. Em casa sempre fiz tudo, até que às 28s perdi o rolhão mucoso e fui as urgências.

Já na consulta descobri que tinha o colo do útero encurtado e que tinha que fazer repouso absoluto. O meu obstetra, na semana seguinte, examinou-me e disse que tinha melhorado um bocadinho mas tinha que fazer mesmo repouso, era cama, sofá e casa de banho. Para ver se aguentava até às 34s … Para mim era difícil ficar parada, ainda tinha as malas para tratar.

Pois bem, o meu pequeno faz sempre o que lhe dizem e às 34+2 rebenta a bolsa e fomos logo para o hospital… Isto foi no início da pandemia (abril) o pai não pode estar ao meu lado em momento algum. Conseguimos fazer às 48h da medicação para a maturação dos pulmões. Tinha DPP para 18 de Maio mas o meu pequeno quis ser a minha prenda de aniversário e nascer a 10 de Abril.

O parto foi de cesariana pois ele era um bebé sentado, quando ele nasceu só lhe vi um pouco a carinha pois ele tinha as mãos na cara. O pai teve 5 minutos com ele e depois levaram no para uma cama aquecida, pois ele não conseguia controlar a temperatura.

Passado 5h do parto a pediatra veio ao meu quarto dizer que iriam o levar para a neonatologia que era melhor para ele. Só vi o meu bebé passado 18h de ter nascido, e vi-o numa incubadora. Depois de ter tido alta, fiquei com o pequeno lá na neonatologia por 6 longos dias sempre sozinha. Hoje é um bebé de 9m saudável e esta a crescer a seu ritmo. Como normalmente digo, ele tem tempo de atingir tudo.

Ter um bebé em tempo de pandemia não é fácil, ter que passar por tudo sem o apoio do nosso companheiro é difícil. Mas pronto hoje olho para o meu bebé arco-íris e penso que tudo valeu a pena.

História escrita por: Sónia Rodrigues, mãe do Duarte.

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